Os Maiores Mistérios de São José dos Campos (Parte 3)

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Continuando com as histórias mais assustadoras de São José dos Campos. Se não viu a parte 1 e 2 clique nos links abaixo

Parte 1 

Parte 2

1 – O Corpo Seco da Fazenda do Demo

Nasci em São José dos Campos, no Jardim Paulista, e ainda pequena me mudei para a Vila São Geraldo, que na época ainda era um vilarejo. Na década de 60 não havia muitas casas na região e nos dias de frio nos reuníamos ao redor de uma fogueira para contar e ouvir histórias. Naquele dia, em especial, minha avó contou uma capciosa, que nos deixou de ‘cabelo em pé’…

Em uma fazenda na SP-50, estrada velha de Campos do Jordão, existe a lenda de um fazendeiro muito, muito ruim, que até a terra rejeitou.

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Conta-se que esse fazendeiro judiava demasiadamente de seus familiares e escravos e, cansados de sofrer, todos foram embora. O velho acabou ficando sozinho, doente, vindo a morrer depois de alguns anos.

Minha bisavó contava que quando era criança gostava de ir pegar manga na fazenda que pertenceu a esse velho e que um dia, junto dos amigos, resolveram entrar dentro do antigo casarão. Logo após atravessarem o cômodo da cozinha se depararam com uma figura raquítica, que só tinha pele e osso; cabelos brancos e unhas compridas. Correram assustados.

Dizem que esse foi o começo da lenda do ‘corpo seco’ e que na SP-50, perto dessa fazenda, um homem com as mesmas características surge na frente dos carros se posicionando na frente e sendo atropelado. Quando o motorista desce para ver não tem ninguém.

Wanderly

2 – As Freiras e a Árvore do Jaguari

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Em meados dos anos 60 havia perto da represa de Jaguari em São José dos Campos uma sede religiosa das irmãs Carmelitas do Divino Coração de Jesus. Era um lugar onde os membros do clero do Vale do Paraíba costumavam se encontrar, e também ponto de retiros das paróquias de São José e Jacareí.

Certo dia esse local foi fechado sem motivo aparente. Foi então que surgiram comentários maliciosos. Os rumores começaram por conta de uma árvore que ficava perto de sede e, segundo moradores, emitia sons de gemidos à noite.

Essa árvore ficava perto do alojamento das freiras, e por isso atrelaram esses sons  a (supostos) encontros indecorosos na calada da noite. Sabe-se hoje que a sede da ordem das irmãs Carmelitas fica na Vila São Geraldo, ainda em São José.

Wanderly

3 – A Família do Aquárius

Há um tempo atrás uma família de São José resolveu aproveitar o frio de julho e tirar férias em Campos do Jordão. Era uma família bem-sucedida, o pai era médico, a mãe advogada e os filhos estudavam no Poliedro. 

O casal, por serem da acadêmia, não acreditava em Deus, e ensinaram os filhos desde pequeno a não cair em “lorota” de padre e pastor.

Eles iriam ser padrinhos de casamento e compraram um belíssimo aparelho de jantar  Limoges de mais de 10 mil reais para dar de presente; que foi muito bem encaixado no porta malas para não haver risco de quebrar com o movimento do carro.

Pediram aos vizinhos que olhassem a casa enquanto estivessem fora, e ao se despedirem, o vizinho que era cristão disse:

— Vá com Deus! Boa sorte!

O médico não perdeu a oportunidade e ironizou:

— Só se for no porta-malas, porque o carro está cheio!

Seguiram viagem e chegando na Rodovia Floriano Pinheiro encontraram uma neblina muito densa. Iam bem devagar e só conseguiam ver os carros quando passavam bem perto; tal qual o vislumbre cor-de-abóbora dos funcionários da concessionaria que faziam a manutenção na rodovia.

Em um determinado momento da viagem sofreram um acidente, batendo de frente com um caminhão, ao qual amassou o carro por inteiro, exceto o porta-malas.

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O resgate retirou os corpos no meio das ferragens e ao abrir o porta-malas constataram que ele estava intacto, inclusive o aparelho de jantar embalado nos isopores.

Dimas Alves Antônio

4 – A Cesta Básica da rádio gospel

A Aleluia FM ( nome fictício) é uma rádio gospel presente em várias cidades do Vale do Paraíba. Em sua programação há momentos onde o pastor conversa e ora com os ouvintes. Certa vez uma mulher ligou para um desses programas e pediu ajuda. Ela deu o seguinte testemunho ao vivo:

“ Pastor, eu estou passado por uma provação, mesmo assim eu dou glórias a Jesus. Há meses eu não consigo arrumar um emprego e cheguei ao ponto de não ter dinheiro para comprar arroz e feijão. Como minha família mora no Nordeste não tenho mais ninguém a recorrer, por isso decidi pedir ajuda aos irmãos de fé. Creio que Deus vai mandar alguém para me ajudar. ”

O pastor ourou pela mulher e no final solicitou aos ouvintes, quem pudesse, ajudasse com uma cesta básica ou emprego.

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Um jovem satanista estava sintonizando as rádios no celular e por acaso ouviu o testemunho: teve uma ideia. No final do dia ele comprou uma cesta-básica e foi ao endereço indicado pela rádio, que era no Campo dos Alemães. Chegando lá ele bateu palma e uma senhora muito humilde abriu o portão:

— Boa noite, a senhora que é a fulana de tal da rádio?

— Sim, sou eu mesma!

O garoto disse em tom sarcástico:

— Então, o demônio mandou entregar essa cesta para senhora  —, disse também que se a senhora o seguir terá tudo o que desejar.

A senhora continuou com o olhar calmo e disse:

— Muito obrigado jovem, Deus te abençoe!

O jovem satanista ficou intrigado com a reação da senhora, e mais ainda por ela ter aceitado a cesta sem pestanejar. Perguntou:

— Mas a senhora vai aceitar ajuda do demônio?

Ela respondeu com intrepidez:

— Meu filho, quando DEUS manda até o diabo obedece. Muito obrigada!

Autor Desconhecido

5 – O Lobisomem do Alto da Ponte

Quando eu tinha 10 anos, isso em meados dos anos 60, eu ouvia muito falarem sobre a lenda do lobisomem; mas nunca cheguei a acreditar. E o tempo foi passando, passando e minha mãe sempre falava “ filho, não fique até tarde na rua senão você vai ver o lobisomem”. Eu nem ligava, continuava a perambular pela rua à noite brincando de esconder. O que me intrigava mesmo era o fato de todos os meus amigos irem embora quando dava 7h00; um a um; de certo eles também ouviram a mãe falar do tal do lobisomem. E eu queria continuar até mais tarde, mas não tinha mais ninguém…

Certo dia a bisavó de um amigo veio busca-lo para jantar, e como estávamos no meio de um jogo (rei do mico) ela me convidou para ir junto. Ela era a moradora mais antiga do bairro e logo após o jantar nós ficamos ouvindo histórias. Eu nunca tinha ouvido histórias tão assustadoras como aquelas, e isso não foi o pior: como voltar para casa depois?

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Já eram mais de 10h00 horas da noite e eu nunca tinha ficado tão tarde na rua. Eu estava 2 vezes encrencado:  ir embora tarde da noite com todos os monstros à minha espreita e encarar a minha mãe, que já devia estar esperando com o rabo de tatu.

Eu saí da casa da senhora em disparada, e em poucos instantes já estava em casa. Quando botei a mão na maçaneta ouvi um uivo, mas logo me tranquilizei e conclui que um cachorro. No outro dia começou um boato no Alto da Ponte sobre a aparição de um lobisomem .

Luiz Fernando de Jesus

6 – O Jipe abandonado

Isso aconteceu quando eu tinha eu 6 anos de idade. Minha mãe minha irmã e eu sempre passávamos perto da Igreja de São Benedito. Na parte inferior, em um terreno baldio, havia um jipe abandonado há anos. Nesse dia voltávamos da Missa; eu vinha brincando de pega-pega. Nesse alvoroço, avancei na frente de todos. Quando parei estava na frente do jipe abandonado.

Havia um velho barbudo dentro do automóvel.  Comecei a olhar fixamente para ele, foi então que ele falou comigo:

— Oi menininho, tudo bem?!

— Oi tio… tchau!

Minha mãe veio em seguida, exausta, disse: — Você tá ficando maluco? —, Falando sozinho com o carro, não tem ninguém aí dentro moleque!…

— Tem sim mãe —, olha o senhor sentado ali!

— Onde?!—Ela olhou e não viu nada

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Aconteceu que eu passei outras vezes lá com a minha mãe; ela fazia o sinal da cruz. Não havia mais ninguém. Alguns meses depois minha mãe perguntou para um vizinho:

— Escuta, você sabe do velho do jipe?

— Então, o velho estava muito doente e faleceu dentro do carro—, mas ele já morreu faz cinco anos…por que quer saber

— Deu de ombros a mãe

 Como a família demorou para retirar o carro do terreno, o dono chamou um guincho.

Já se passaram 40 anos e muita coisa mudou, não existe mais o terreno, no lugar construíram um prédio.

Toda a vez que passo por lá tenho um flashback’, lembro daquela época, de quando vivia com a minha mãe e minha irmã. Também não me esqueço daquele senhor e seu jipe abandonado.

Renê Rodolfo dos Santos

7 – A Viagem sem volta

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Ao passar pelo estacionamento da Rodoviária Nova, há um veículo vermelho (quase verde de tanto limbo) que, resistente ao tempo, espera pela volta do motorista. Diz a Lenda que o motorista foi viajar de ônibus e deixou o carro Variant nas imediações da Rodoviária (naquele tempo o estacionamento não era fechado), mas… jamais voltou. Segundo Alexandre, vigia de carros, que mora dentro de um veículo Gol branco, sempre estacionado perto da Rodoviária, à noite, quando vai dormir, lá pelas tantas da madrugada, escuta vozes vindas lá da Variant. Até já se acostumou com isso, mas não gosta de falar disso não! Quem vê o carro todo detonado pela ação do tempo percebe que a placa (Franco da Rocha – CXS 0106) está intacta, sem deterioração.

Autor Desconhecido

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