São José dos Campos de Agê Junior (Parte 2)

11 – Barras de ouro encontradas na rua 15 de novembro

letras png alfabeto azul (4)epois da Matriz, a Igreja de São Benedito talvez seja a 2º construção mais importante da cidade de São José dos Campos. Não pelo tempo de fundação (1870) mas pelo seu significado.

A Igreja foi construída por escravos, sob supervisão do ‘Zé Taipeiro’. E foi um processo demorado, devido à falta de capital. A sua fundação é marcada por um fato interessante.

Contam que a Igreja só foi terminada pela bondade de um lavrador do bairro do Jaguarí, chamado João Ribeiro. Ele teria comprado uma velha casa na rua 15 de novembro, e após demoli-la teria encontrado uma panela de cerâmica cheia de barras de ouro. Como era muito devoto de São Benedito, resolveu terminar a construção da Igreja, em agradecimento.

A igreja passou a ser “o templo religioso dos homens de cor” (Agê Junior) especialmente depois do fim da escravidão. Durante muitos anos as principais festas de São José eram organizadas no largo da Igreja São Benedito, hoje Praça Afonso Pena. Eram anunciadas as “Congadas” e “Moçambiques”, percorrendo as ruas e os bairros da cidade.

 

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12 – O Primeiro Jornal

O primeiro jornal de São José surgiu no ano de 1877, o “Jovem América”, cujo diretor era o sr. A. Sodré. Os primeiros exemplares foram distribuídos pelo próprio dono. As oficinas ficavam instaladas na rua do Porto e pouco tempo depois mudaram para a rua Sr. Manoel Augusto Galvão.

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13 – Furacão em SJC

Na primeira edição do jornal “Jovem América”, mencionado acima, foi noticiado a passagem de um imenso redemoinho vindo dos lados de Sant’Ana “Ganhando altura e produzindo fumaça” (Agê Junior). Segundo a reportagem, o furacão “Caminhava a toda velocidade, chegando a destruir muitas casinholas na saída de Jacareí”.

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14 – A Múmia da IGREJA de São Benedito

Outro relato da imprensa de S. José foi o da demolição da velha igreja do Rosário. Na ocasião estava sepultado na parede da igreja o corpo do cap. Miguel de Araújo Ferraz; homem de grande prestígio na época. — Até o século 19, enterro em igreja era sinônimo de status no Brasil.

Ao retirarem os restos mortais, tomaram um susto, pois o corpo estava intacto, com os cabelos em perfeito estado.

A família foi chamada, e transferiram o cadáver para outra igreja, desta vez a Igreja de S. Benedito. Passadas algumas semanas o contorno do defunto apareceu desenhado na parede. A notícia espalhou-se, e em pouco tempo já faziam fila para ver o finado. A família então mandou pintar a parede novamente, o que cobriu o contorno de umidade e terminou com a romaria.

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15 – Os Cemitérios antigos

Os cemitérios antigos de São José estão localizados em lugares que você provavelmente já deve ter passado. O primeiro encontra-se na praça João Pessoa. Isso mesmo, a praça em frente a igreja Matriz, onde ficavam os camelôs.

O segundo está no cine-palácio (hoje um estacionamento), perto da Praça Afonso Pena. E o terceiro cemitério está onde hoje é a capela São Miguel (seguindo pela rua do shopping Centro e Praça do Sapo).

Com o crescimento da cidade, e o espaço ficando pequeno, inauguraram em 1882 um novo cemitério na rua Antônio Sales. Os antigos cemitérios foram sendo destruídos, dando lugar a casas. Abateram-se os túmulos, cruzes foram arrancadas. Quem tinha recursos para transportar as cinzas dos parentes o fazia, quem não… Os entes estão até hoje no mesmo lugar —, onde diariamente passam milhares de joseenses.

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16 – A Cerimônia de abolição da escravidão

A cidade de S. José dos Campos foi vanguarda nacional na questão da abolição da escravidão. Muito antes de ser assinada a Lei Áurea alguns moradores já lançavam mão de “vaquinhas comunitárias” para libertar os escravos. Um dos fatos mais notórios da época foi o do fazendeiro José Pedro de Paiva Baracho, que libertou 12 escravos de uma só vez.

E talvez você não saiba, mas as figuras mais proeminentes do movimento pró abolicionismo são nomes de ruas e avenidas famosas. São elas: o médico José do Patrocínio, o professor Sebastião Hummel e o famoso Cônego Francisco de Oliveira Lima.

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17 – O primeiro casamento civil

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Em 1890, quando o Governo Republicano instituiu o casamento civil no Brasil, os moradores de SJC não ficaram nem um pouco entusiasmados. Pelo contrário, para alguns “isso era contra a religião, e obra do capeta”.

O primeiro casamento civil realizado em SJC data de 15 de novembro de 1890. O casal chamava-se Antônio Nunes da Rosa e Mariana Florence Lima.

 

18 –  Escola Olimpio Catão

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A escola Olímpio Catão é famosa por ter formado várias personalidades de S. José. Vamos resumir um pouco de sua história:

 O nome é uma homenagem a um inspetor escolar, que trabalhou na época em que a escola ainda se chamava “Escolas Reunidas”. Em sua inauguração teve e bênção do famoso Cônego Francisco de Oliveira Lima. A personalidade mais famosa a passar pela escola foi Cassiano Ricardo, o poeta modernista.

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