São José dos Campos de Agê Junior

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m seus 247 anos, São José acumula histórias e fatos engraçados. Nessa postagem abordaremos as pequenas anedotas extraídas da Obra de Agê Júnior ” São José dos Campos e sua História”.

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1 –  José Anchieta e a fundação de São José dos Campos

A história da fundação da cidade está estreitamente ligada à história de São Paulo. A aldeia do Rio Comprido, hoje o Limoeiro, teria sido o primeiro núcleo de povoamento de São José. Iniciou-se a partir de uma guerra entre os índios Guarulhos e portugueses pela região de Piratininga, hoje São Paulo. A guerra ficou conhecida como “O cerco de Piratininga”; e teria feito muitos índios se dispersarem das missões’ (povoados indígenas), ao término.

Tendo como incumbência a pregação do Evangelho para os gentios, o jesuíta José Anchieta saiu pelas matas à procura dos diásporos. E foi nessas incursões que o padre ganhou fama de milagreiro. Diz a lenda que os animais selvagens abriam caminho para o jesuíta passar, sem o molestar; os índios, à sua espreita, seguiam-no.

Após reunir os índios em um só local, Anchieta teria fixado moradia na região onde corre o Rio Comprido. E é ponto pacífico que eles ficaram um longo período no local, dado o conhecimento dos índios quando a aldeia foi transferida para a colina do Banhado. Eles já estavam ‘amansados ’de suas práticas antropofágicas, e tinham aprendido técnicas de agricultura e de fabricação de ferramentas.

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2 – Linha do Tempo Joseense

1643 – Os Jesuítas conseguiram em nome dos índios a Sesmaria de “quatro léguas em quadra”, e José Anchieta desloca o povoamento indígena para a região do Rio Comprido.

1699 – Criação de ovelhas e fabricação de chapéus de feltro eram os carros chefes do PIB” joseense

1759 – Os Jesuítas são expulsos do Brasil, inclusive os que estavam em São José.

1767 – Elevação de São José dos Campos à categoria de Vila.

1865, abril, iniciava-se a canalização de água

1867 – A cidade de São José dos Campos torna-se a maior produtora brasileira de algodão

1869 – Foi fundado o populoso bairro de Sant’Ana, cujo o nome foi em homenagem a padroeira da pequena capela que ali existia.

1870 – Finamente a Igreja Matriz é reconstruída e aumentada

1872 – Francisco dos Anjos Gaia, jornalista de grande cultura e exímio músico, passa a lecionar latim no primeiro colégio da cidade, na rua São José.

1885 – Esse mesmo professor fundou o primeiro jornal da cidade “Yetim”

1890 – O Marechal Deodoro de Fonseca passou por aqui. A cidade na época já tinha algumas escolas, um afamado médico — Dr João Guilhermino; e duas bandas de música.

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 3 –  Nas tribos Guianases o cachorro tinha preferência

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Nos primórdios da fundação da Vila de S. José da Parayba, os cães de caça eram indispensáveis na vida dos índios, tendo o segundo lugar em sua mesa; acima da mulher e dos filhos. Vou explicar —, era o cão quem descobria a caça e muitas vezes ele que a matava. Se a comida fosse pouca a preferência era do cão.

 4 –  Os índios usavam colar com os dentes das pessoas que comiam

Os padres que fundaram a vila tiveram que lançar mão de muita paciência e catequese. Segundo a pesquisa de Agê Júnior, encontrada na “Revista de História e Geografia”, as índias que aqui residiam tinham o costume de usar um colar com os dentes das vítimas que comiam —, era uma espécie de rosário. Sim, isso mesmo, leitor traumatizado. Várias tribos que povoaram “Pindorama” praticavam antropofagia. — Ou você achou que os índios eram inocentes, igual na letra do Renato Russo?…

Só as índias mais bonitas e de linhagem nobre tinham essa honraria pendurada no pescoço.

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5 – Reuniões Secretas de Independência

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Várias conspirações pró-república ocorreram pelo Brasil Imperial. Uma delas aconteceu na casa do vereador Venâncio José Leme, em São Jose.

Influentes chefes políticos participavam dessas reuniões. Eram lidos secretamente artigos do jornal “O Reverbero, do Rio de Janeiro.

6 – Rivalidade entre São José dos Campos e Jacareí

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Até meados de 1700 São José dos Campos ainda era uma aldeia administrada pelos jesuítas. Em 1759, quando eles foram expulsos do Brasil, a direção da passou a ser do capitão mor de Jacareí, José Araújo Coimbra. Este, por sua vez, afeiçoou-se pela cidade, e fez de tudo para elevá-la à categoria de vila.

O que fez Coimbra vislumbrar essa possibilidade teria sido a resolução do Rei de Portugal, Pedro II, que temia a invasão dos holandeses. O monarca criou uma lei que agilizava o processo de “erecção” de vilas. A ideia era criar núcleos de povoamento e formar linhas de frente contra os inimigos externos.

Aldeias paupérrimas, que mal tinham chegado ao patamar de freguesia (aldeia->freguesia->vila) conseguiram esse benefício. Uma dessas aldeias foi São José da Parayba.

Foi nesse tempo que começou a rivalidade entre as cidades. Os Jacareienses ficaram indignados com a diáspora de seus moradores para São José; o que prejudicou o comercio na cidade.

A austeridade foi tanta que chegaram até a proibir a entrada de jacareienses em São José. Logo em seguida, em 15 de julho 1767, José Araújo Coimbra (o fundador da vila) foi morto em represália pelos moradores de Jacareí.

7 – O Diário Oficial de Antigamente

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As publicações oficiais da Vila de São José Da Paraíba eram realizadas por meio de um índio batendo uma caixa surda, anunciando por toda a vila o local de leitura dos editais oficiais do governo da província; que eram geralmente na Igreja Matriz.

8 – Os Joseenses pegavam água no Banhado

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Logo que São José elevou-se à categoria de vila foi reivindicado pelos moradores um sistema de açude, pois o único local onde podiam captar água na época era o Banhado; lugar infestado de cobras, jacarés e todo o tipos de animais peçonhentos (acreditem se quiser).

9 – O Exame Para Ser Considerado um Valentão

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Um missionário da Igreja Católica certa vez passou  por São José em uma de suas viagens. Um morador do centro ofereceu um quarto para ele passar a noite. Quando o padre pôs a cabeça no travesseiro ouviu um som estranho vindo da casa do vizinho. Alguém estava gemendo de dor. De manhã ele procurou saber a causa do barulho e ficou espantado com a explicação. Segundo o vizinho os sons eram do “treinamento para se tornar um valentão”. Era uma espécie de capacitação, onde um rapaz jovem sofria algumas duras penas, com o objetivo de ser reconhecido como um valentão pelos seus pares.

Segundo a filosofia dos antigos “um homem só suporta o trabalho se desde jovem acostumar com o sofrimento”. Os pais naquela época deixavam seus filhos com um valentão para que ele aprendesse a ser um.

10 –  O Nome da Cidade

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Segundo documentos antigos, de quando a cidade pertencia à comarca de Jacareí, o primeiro nome que se tem registro da cidade de S. José dos Campos é: São José do Sul. Posteriormente os documentos apontaram outro nome: São José da Parahyba —, por conta da vila pertencer a comarca de jacareí, que antigamente chamava-se Parahyba.

Em 1871, os deputados Paula Machado, Frederico Abranches apresentaram o projeto nº 55, mudando o nome da cidade para São José dos Campos.

Resenha do livro de Agê Júnior por Prof. Diego D. Passo

PARTE 2 – CLIQUE AQUI

 

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2 comentários sobre “São José dos Campos de Agê Junior

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