Os Maiores Mistérios de São José dos Campos (Parte 2)

 

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Introdução

Na primeira parte (veja aqui) faltou algumas lendas clássicas e, atendendo a pedidos, coloco-as agora. 

1- O Curso de Ufologia da Unip

Em 2011 um grupo de alunos de letras e pedagogia resolveram criar dentro do Campus da Unip o curso de Ufologia.

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Era um curso paralelo, oferecido aos interessados no assunto. O grupo se reunia no terraço e no refeitório. A ideia teria surgido após uma palestra do escritor Rodrigo de Oliveira, autor do livro ‘O Vale dos Mortos’. 

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Houve uma procura muito grande e o grupo mudou-se para o Limoeiro. Castanhare, um dos organizadores, disse em entrevista a revista UFOSJC que foi uma mudança bastante incerta, pois todos trabalhavam e estudavam — , mas que a escolha do local era estratégica, pelo fato do bairro ter sido a antiga aldeia do Rio Comprido, local carregado de energia e ponto de visitação extraterrestre. 

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Em uma foto postada na rede social de um dos participantes (Veja a foto ao lado ←) aparece uma imagem humana na fogueira.

— Segundo o líder Shaolin Luiz Paulo, essas anomalias seriam os Lemurianos tentando uma comunicação intra energética.

O grupo parou de se reunir em 2016. Alguns ainda mexem com ETs, dando aula na rede municipal de São José.

Fonte: Revista UFOSJC

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2 –  O Homem infinito

Na zona sul de São José vive um homem que pode estar em vários lugares ao mesmo tempo: Homem Infinito.

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Uma hora ele está no Bosque noutra no Altos de Santana. Sempre com uma camisa branca e um pochete na cintura. Segundo relatos, ele não envelhece, é o mesmo há 10 anos.

Há quem diga que sua pochete carrega os segredos do universo. Além do mais, ele seria membro de grupos ufológicos e da seita maranhense Santo Daime.; teria inclusive visitado Agharta e se relacionado com uma Lemuriana.

Banda do “Folclore Joseense Desbocado falou a respeito do homem infinito em uma de suas canções :

“Um homem infinito onipresente em Sunzé
Vagando infinito, protegendo alamedas de assaltos mirins
Cuidando dos jardins, cobrando preços módicos
Pochete na cintura e nos olhos, par de óculos […]”

3 – A Lenda do Corpo Seco

Há várias versões dessa história,vou começar por uma que eu transcrevi, contada por um aluno de Eja e antigo morador de Santana :

 

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“Nasci em Santana, ao lado do cemitério, perto do Pio 12. Naquele cemitério havia o corpo de um rapaz que em vida tinha judiado muito da mãe; batia, xingava de palavrão…

Ele colocava a sela nas costas da mãe e açoitava o chicote até risca-la com a espora. Esse rapaz morreu de súbito, quando ainda era bem jovem. A mãe preparou o velório, mas ninguém apareceu. Ficou ela e o defunto.

Depois de três dias enterrado os braços do defunto apontaram para fora da terra. Estava seco; só osso e couro.

Chamaram o padre de Santana para benzer. Ele jogou água benta em cima do corpo e começou a sair fumaça, com um chiado igual ao da panela de pressão. Os padres olharam espantados.

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Decidiram então colocar o corpo em um saco e levar para um lugar bem longe.

Um bêbado foi encarregado de sumir com o corpo. E ele levou o saco para a fazenda das irmãs, que hoje chama de Altos de Santana’.

Não sei se é verdade, mas falam sobre isso há 50 anos…”

Francisco Dimas de Souza

A segunda versão foi escrita por Rita Elisa Seda:

“Diz a história que pessoa ruim, que pratica muita maldade, e tem coração cheio de ódio, quando morre, nem céu ou inferno o querem… diz que até a terra rejeita, e assim o sujeito ruim vira Corpo Seco.

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Antigamente, no tempo em que as famílias ricas tomavam conta de boa parte da cidade, havia uma família cujo filho era lindo, charmoso e muito envolvente. O que lhe sobrava em beleza, multiplicava por 100 e vinha em foma de ruindade: maltratava as moças com quem saía, perseguia quem o atrapalhasse, arrumava confusão com todos, há quem diga que até batia na mãe.

Pois bem, aconteceu do tal rapaz iludir mais uma moça, esta engravidou. O pai da moça iludida (responsável por uma das famílias de grande poder na cidade), revoltado com a desonra causada pelo rapaz, exigiu que se casasse com a filha. E é aí que a história começa.

O rapaz se negou, e foi assassinado. Foi enterrado no grandioso jazigo da família, localizado no final do cemitério municipal. Depois do enterro, todas as noites ouviam-se gritos vindos do fundo cemitério, mas ninguém tinha coragem de investigar se eram mesmos gritos, de onde realmente vinham e muito menos de chegar perto de onde o rapaz foi enterrado.

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Foi então que o pai do rapaz ofereceu metade de sua riqueza para que alguém fosse averiguar o que tinha na sepultura do filho, e mudá-lo de lugar. A família achou melhor levá-lo a uma fazenda antiga que tinham no bairro mais afastado do centro urbano.

Um corajoso aceitou, e foi fazer o serviço. Chegando lá na sepultura, percebeu uma mão pra fora, e assim que se aproximou para ver melhor, um corpo sequíssimo saiu da cova e grudou em suas costas.

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Minha gente, a partir do momento que um corpo-seco gruda em alguém, a situação fica bem tensa: tem de se obedecer tudo que o coisa ruim grudado pede, senão é uma azucrinação só na cabeça.

No momento que o corpo-seco se apossou dele, o corajoso lembrou-se de histórias que a avó contava, e que lhe ensinará como se livrar de um corpo seco. Primeiro passo era encontrar uma árvore. Sem pestanejar, foi (junto o bicho nas costas, claro) até a fazenda da família, e deu de cara com uma alameda linda de mangueiras. Escolheu uma, encostou nela, e rezou “Crendospadre” três vezes. Assim que sentiu o alívio de ter se separado do coisa-ruim, saiu em passos silenciosos, sem olhar para trás, para não correr o risco de ser hipnotizado pela assombração e ter que viver com ele nas costas. Passou pela porteira da fazenda e correu para nunca mais voltar.

Até hoje essa fazenda está abandonada, pois dizem ser mal assombrada. Ela fica no distrito de Eugênio de Melo, em São José dos Campos-SP. Existem visitas monitoradas a mangueira do corpo seco, mas todos os registros em vídeo ou foto são apagados misteriosamente. Algumas poucas pessoas tem fotos da árvore, e por coincidência ou não, elas tem porque foram sozinhas. Talvez o tal corpo seco achasse que seria boa oportunidade de se apropriar de alguém e continuar vagando por aí.”

 4 – O pé de jequitibá
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Essa história também foi contada por um aluno. Ele também fez o desenho.

Em São José dos Campos, no bairro Galo Branco, indo para Caçapava existe uma árvore centenária: o pé de jequitibá. O povo costuma dizer que depois das três horas da manhã a circunvizinhança toda ouve sons estranhos vindo do madeiro. A árvore  fica no caminho em que os bandeirantes passavam. Segundo a crença local vários índios Tamoios teriam sido enforcados nos galhos dessa árvore por Guaianases. A árvore seria também o local de açoitamento de escravos.

E por isso os moradores locais ouvem até hoje gemidos,  barulhos de correntes, chicotes, madeira quebrando e até disparada de cavalos.

Arildo Aparecido

 5 – O Homem com pé de bode do Casablanca

Há uns 20 anos atrás um rapaz muito bonito, de olhos verdes teria sido o motivo de várias internações no hospital da Vila Industrial.

Era sexta feira santa, dia 13, e os proprietários da boate Casablanca estavam indecisos se abririam ou não. Justamente às sextas ficava lotado. De acordo com a lenda um rapaz chegou na boate em um carro preto conversível e vestindo um terno Prada.

A casa estava lotada e o rapaz sedutor chamou a atenção de todas as raparigas. Ele entrou no salão exatamente à meia-noite e dançou com várias moças. Após muito dançar, ele acidentalmente pisou no pé de uma jovem.

 

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A garota gritou e ao olharem para o pé do sujeito, viram que eram achatados e arredondados, parecidos com pé de bode. Ele, assustado, desapareceu no meio da multidão, ninguém mais o viu. Uma das moças beijadas entrou em coma, a outra, que foi pisada, ficou paraplégica. Outras que foram tocadas sofreram queimaduras de 3º grau nos braços, pernas e rosto.

 

6-  O Lobisomem do Tiro de Guerra

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Estava muito frio no velório da Urbam e uma paz mórbida tomava conta do local, de repente, um uivo e um grito chamou a atenção de todos . Naquele tempo não havia grades de proteção ao redor das salas e, de um salto, vários corajosos se desembestaram no meio da neblina para procurar a vítima.

Na rua se depararam com um vulto canino andando devagar, que ao chegar perto ergueu-se sob as duas patas. Houve uma gritaria geral e um soldado do tiro de guerra disparou, acertando bem no meio. O bicho desapareceu na neblina e nunca mais foi visto. Até hoje essa história é lembrada na Vila Industrial.

7 – O vigilante Seminômade

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Quem mora na zona leste e trabalha no centro geralmente pega um atalho na rua Albertino de Almeida, na Vila Industrial. E ao passar bem cedo em frente a casa de ração “O Camponês’, encontra uma figura bastante simpática na porta.

O cachorro fica esperando a loja abrir todos os dias como um vigilante noturno . Ele até avança nos carros que param no semáforo ao lado, mas de uns tempos pra cá parece que desistiu. Só dá uma olhadela com um dos olhos (o outro é branco da cegueira) e volta a esquadrinhar a rua.

Certo dia uma moça chegou e abriu o estabelecimento; o cachorro veio ao encontro dela todo feliz e também foi muito bem recepcionado. Ele seguiu a mulher até dentro do estabelecimento. E isso foi tudo que pôde ser averiguado. No outro dia o cachorro estava lá de novo…Fica o mistério: É um cachorro seminômade?

 

 

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