Contos de terror de São José dos campos

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Prólogo

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rojeto Iniciado pelo professor Diego Del Passo na escola Flávio Berling Macedo no ano de 2016. O objetivo é resgatar as histórias mais capciosas de São José; os contos mais assustadores, as lendas urbanas da época que não eram lendas urbanas e sim causos’. Os relatos já estão em processo de registro no EDA – Escritório de Direitos Autorais. Mande a sua história inbox!

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O lobisomem de São Francisco Xavier

Em São Francisco de Xavier havia um homem que virava lobisomem. Em uma certa noite, esse homem foi ao galinheiro para se transformar, ele tirou as roupas e se transformou em cima das fezes da galinha. Então ele saiu para assombrar as pessoas. No caminho, encontrou um homem muito corajoso, que vinha montado em um cavalo branco. O homem amarrou o lobisomem em uma árvore e o deixou lá. No outro dia as pessoas que passavam viam quem era o lobisomem. Estava amarrado pelado em uma árvore.

Antônio Nadir Felix 

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Casablanca 1999

Quando cheguei em São José dos Campos minhas irmãs e eu começamos a ir no Casablanca. As pessoas já falavam dessa lenda do pé de bode’. Minhas primas gostavam de dançar forró, era muito divertido. O povo falava que tinha esse tal homem que parecia um demônio. Até que um dia eu cruzei com ele e tive dois filhos maravilhosos, Maria e Lucas.

Idivania Bento

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A Lenda do corpo seco

Nasci em Santana, ao lado do cemitério, perto do Pio 12. Naquele cemitério havia o corpo de um rapaz que em vida tinha judiado muito da mãe; batia, xingava de palavrão…

Ele colocava a sela nas costas da mãe e açoitava o chicote até risca-la com a espora. Esse rapaz morreu de súbito, quando ainda era bem jovem. A mãe preparou o velório, mas ninguém apareceu. Ficou ela e o defunto.

Depois de três dias enterrado os braços do defunto apontaram para fora da terra. Estava seco; só osso e couro.

Chamaram o padre de Santana para benzer. Ele jogou água benta em cima do corpo e começou a sair fumaça, com um chiado igual ao da panela de pressão. Os padres olharam espantados.

Decidiram então colocar o corpo em um saco e levar para um lugar bem longe.

Um bêbado foi encarregado de sumir com o corpo. E ele levou o saco para a fazenda das irmãs, que hoje chama de Altos de Santana’.

Não sei se é verdade, mas falam sobre isso há 50 anos…

Francisco Dimas de Souza

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Lágrimas e bananas

O outro caso é o do Zé banana que andava pelas ruas do Jardim Paulista com um carrinho coletando reciclável. Enquanto ele passava as pessoas jogavam cascas de banana, só para vê-lo xingar. Ele sentava na calçada e chorava.

Ele jogava na loteria toda a semana, preenchia dez cartões por rodada; sempre na mesma lotérica.

Até que um dia, ao chegar na lotérica, bem na porta ele escorregou em uma casca e quebrou a perna. Ele não pôde fazer sua fezinha. Por obra do destino os números sorteados foram os que ele havia marcado. Ele pirou. Foi internado no hospital psiquiátrico Francisca Júlia!

Elaine Cantuária

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O Jipe abandonado

Isso aconteceu quando eu tinha eu 6 anos de idade. Minha mãe minha irmã e eu sempre passávamos perto da Igreja de São Benedito. Na parte inferior, em um terreno baldio, havia um jipe abandonado há anos. Nesse dia voltávamos da Missa; eu vinha brincando de pega-pega. Nesse alvoroço, avancei na frente de todos. Quando parei estava na frente do jipe abandonado.

Havia um velho barbudo dentro do automóvel.  Comecei a olhar fixamente para ele, foi então que ele falou comigo:

— Oi menininho, tudo bem?!

— Oi tio… tchau!

Minha mãe veio em seguida, exausta, disse: — Você tá ficando maluco? —, Falando sozinho com o carro, não tem ninguém aí dentro moleque!…

— Tem sim mãe —, olha o senhor sentado ali!

— Onde?!—Ela olhou e não viu nada

Aconteceu que eu passei outras vezes lá com a minha mãe; ela fazia o sinal da cruz. Não havia mais ninguém. Alguns meses depois minha mãe perguntou para um vizinho:

— Escuta, você sabe do velho do jipe?

— Então, o velho estava muito doente e faleceu dentro do carro—, mas ele já morreu faz cinco anos…por que quer saber

— Deu de ombros a mãe

 Como a família demorou para retirar o carro do terreno, o dono chamou um guincho.

Já se passaram 40 anos e muita coisa mudou, não existe mais o terreno, no lugar construíram um prédio.

Toda a vez que passo por lá tenho um flashback’, lembro daquela época, de quando vivia com a minha mãe e minha irmã. Também não me esqueço daquele senhor e seu jipe abandonado.

Renê Rodolfo dos Santos

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O Pé de Jequitibá

Em São José dos Campos, no bairro Galo Branco, indo para Caçapava existe uma árvore centenária: o pé de jequitibá. O povo costuma dizer que depois das três horas da manhã se ouve sons estranhos vindo do tronco. A árvore  fica no caminho em que os bandeirantes passavam. Segundo a crença local vários índios Tamoios teriam sido enforcados nos galhos dessa árvore. A árvore seria também o local de açoitamento de escravos.

E por isso os moradores locais ouvem até hoje gemidos e barulhos de correntes, chicotes, madeira quebrando e até disparada de cavalos.

Arildo Aparecido

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