Projeto – Contos de Mistério (Parte 1)

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rojeto desenvolvido como parte do currículo da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo, realizado na EE Francisco João Leme de São José dos Campos, na turma do 5 ano A pela professora Zuleika Zamoner sob a orientação da Coordenadora Pedagógica Adriana de Oliveira.

O último suspiro

Ao entardecer do dia, quando Francisco foi se deitar, ouviu um barulho que vinha do velho celeiro, com uma lamparina na mão e muita coragem, levantou-se e foi ver o que havia acontecido. Chegando lá viu a sombra de uma silhueta, mas não tinha certeza de quem era.

De repente ouviu o celular tocando e quando atendeu, uma voz misteriosa falou:

– Atenção, seu fim está próximo…

Antes mesmo de responder, a ligação cai.

Ele ficou tão assustado com a ameaça que nem percebeu que uma pessoa se aproximava despercebidamente, e quando se vira é baleado no peito, dá seu último suspiro caindo lentamente no chão.

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Neste momento, sua esposa que estava dormindo, ouviu o barulho do tiro e foi correndo ver o que havia ocorrido. Quando chegou ao celeiro viu seu marido com o corpo estirado no chão de terra, que já estava cheio de sangue e sobre ele seu filho que já estava lá chorando. Desesperada ligou para a polícia, procurando falar com o delegado Regis, que era um grande amigo de Chico:

– É o delegado Regis?!!  Disse Martha soluçando.

– Sim, sou eu! O que houve?!

– É o Chico! Ele acabou de ser baleado aqui dentro do celeiro! E não está respirando!

– O Chico? Vou mandar três viaturas da polícia e acionarei a ambulância imediatamente!

– Faça isso o mais rápido possível! Estou aguardando…

Meia hora depois, perto da fazenda, já se podia ouvir o barulho das sirenes.

Chegando lá, o detetive Sergio examinou o local do crime, enquanto os policiais interrogavam Martha e Anderson. Num clima de suspense iniciam-se as perguntas:

– Dona Martha, a senhora viu ou ouviu algo suspeito, que poderia ajudar a resolver o caso?

– Eu só ouvi o barulho do tiro, nada além disso. Porém meu filho Anderson pode lhe dizer algo, pois quando eu cheguei, já estava aqui chorando debruçado sobre o peito de seu pai.

– E você Anderson, viu alguma coisa?

– Quando cheguei no celeiro vi um vulto, graças a lamparina que estava no chão ao lado do meu pai.

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– Por que você chegou no celeiro antes da sua mãe?

– Como eu durmo no cômodo debaixo da casa, ouvi quando meu pai abriu a porta e saiu. Fiquei curioso e preocupado, achei estranho e fiquei o observando, vi que havia entrado no celeiro. Pouco depois ouvi o tiro e vim correndo, mas não cheguei a tempo de ver nada além do vulto.

Então Martha que já estava mais calma, ligou para seu filho Henrique, que morava na cidade vizinha e pediu para que ele viesse rapidamente para fazenda.

Enquanto isso, a perícia levou o corpo para identificar o tipo da arma e os policiais investigaram o local do crime.

Na manhã seguinte, Henrique já estava presente, consolando sua mãe e seu irmão no velório do pai.

Dois dias depois do enterro, o advogado entrou em contato com Martha e comunicou sobre o testamento, o que a fez ficar surpresa com a notícia e pensou em um modo de contar para os filhos:

– Meninos, venham para a sala rapidamente, pois tenho uma notícia muito importante sobre o pai de vocês!

Quando os dois já estavam sentados no sofá, Martha disse:

– O advogado de Chico ligou e marcou para amanhã, às 15 horas, a leitura do testamento que ele fez, em seu escritório, na Quinta avenida, número 222.

– Testamento!? Que testamento? – Falaram os dois espantados.

– Também fiquei assustada, pois eu não sabia de nada.

No outro dia, no horário marcado, a família estava presente no escritório e para surpresa de todos, José estava lá.

“Enquanto isso na delegacia…”

– Não duvido nada que aquele filho, que saiu de casa, esteja envolvido com esta morte, já que no passado teve uma discussão terrível com seu pai. – Falou o delegado Regis ao detetive Sérgio.

– Ah, não sei não, eu também tenho meus suspeitos, que são a esposa e o empregado da fazenda.

– Você pode estar certo, pode ser qualquer um. Mas agora precisamos descobrir o porte da arma.

No escritório, o advogado chama a família e José. Começa a leitura do testamento:

“Eu, Francisco Almeida da Silva, divido meus bens entre minha esposa Martha Almeida da Silva, meus filhos Anderson Almeida da Silva, Henrique Almeida da Silva e meu amigo, José Carlos de Amaral.”

Quando a família descobre que José herdou uma porcentagem da herança, ficaram todos surpresos do porquê de seu nome estar lá. Henrique, com seu temperamento nada calmo, não aguenta e pergunta para José:

– Você estava sabendo sobre o testamento?

– Não sabia de nada. – Respondeu ele com um pouco de nervosismo.

José pede licença e se retira do local.

Assim que a família volta para casa o telefone toca:

– Alô?

– Quem é? – Disse Martha.

– É o delegado Regis, preciso que você, Anderson, Henrique e Luiz, o empregado da fazenda, compareçam à delegacia para um interrogatório.

– Interrogatório?!

– Sim, amanhã às 9:00 hs.

– Ok, vamos comparecer.

Na manhã seguinte, todos estavam lá como o combinado. O delegado anuncia que Luiz será o primeiro:

– Luiz, já que você trabalha na parte externa da fazenda, como tratador dos animais, deve ter visto algo, não é mesmo?

– Não vi nada, uai.

– E você não achou algum objeto, ou alguma coisa que possa nos ajudar na investigação?

Luiz pensou “A navaia!”, mas não comentou nada com o delegado…

– Não vi nada estranho, sô.

O delegado Regis dispensa Luiz, chama Martha, Anderson e Henrique separadamente, faz algumas perguntas e as respostas são as mesmas.

Na fazenda, Luiz ouve o final de uma conversa entre Henrique e Anderson em seu quarto:

– Ninguém pode saber de nada, imagina se o delegado descobre – disse Henrique.

Luiz fica pensativo, mas Martha percebe que ele estava ouvindo a conversa e pede um favor a ele o que faz com que se retire do local.

Anderson lembra que o pai guardava coisas pessoais no sótão e chama seu irmão para relembrarem momentos importantes em família.

Mexeram em caixas, gavetas, e ao avistarem um baú trancado com cadeado, debaixo de uma cama velha, ficaram tão curiosos para saber o que havia lá dentro, que ao verem uma caixa de ferramentas no canto, logo estouraram o cadeado. Dentro do baú encontraram vários documentos importantes e debaixo de todos aqueles papéis, estava uma fita cassete antiga.

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Após o almoço, os irmãos pedem para a mãe convidar José para jantar na fazenda, pois ele era um grande amigo de seu pai e gostariam de lembrar bons momentos que passaram juntos.

À noite, pouco antes do jantar, chega o delegado à paisana, e Martha fica surpresa:

– Delegado, que surpresa, veio se juntar a nós?

– Aproveitei que estava de folga e vim visitar a família.sds

– Sente-se conosco, o jantar está servido.

– Maria, coloque mais um prato na mesa! – Disse Martha à empregada.

Quando acaba o jantar, Anderson e Henrique falam:

– Achamos um vídeo com momentos em família, vamos a sala assisti-lo?

Encaminham-se à sala, Anderson liga o projetor e todos se espantam com a gravação, pois nela José ameaçava Chico com uma navalha e exigia herdar uma quantia de todos seus bens, porque se considerava importante na conquista de Chico.

No meio da gravação, Luiz reconhece a navalha na qual José ameaçava Chico, e pede para Anderson dar zoom na imagem, então finalmente toma coragem e se manifesta:

– Essa é a mesma “navaia” que encontrei no chão do celeiro no dia da morte do patrão!

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– Devia ter me comunicado no dia que compareceu à delegacia, mesmo assim já sabemos que José é o assassino, porque já investigamos o porte da arma que Francisco foi atingido e verificamos que José possui uma arma com o mesmo calibre, número 38, registrada em seu nome desde a época desta ameaça. – Luiz, onde se encontra esta navalha agora?

– “Tá” guardada em meu quartinho, “vô busca” agora.

Enquanto Luiz busca a navalha, José muito nervoso, levanta-se e tenta sair discretamente. Quando chega a porta, percebe que há mais policiais acompanhando o delegado, pois haviam ficado do lado de fora da casa, de tocaia, aguardando a ordem do delegado para prendê-lo.

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Rapidamente Luiz volta e o delegado percebe que ele teve o cuidado de preservar as impressões digitais marcadas na navalha, e leva à perícia, para confirmar o que já sabiam, que ela pertencia a José.

O delegado anuncia prisão em flagrante e após alguns meses, José é julgado e condenado a 20 anos de prisão por homicídio doloso.

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